sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Forte contenda



Nos Estados Unidos, 27 milhões de eleitores podem aderir ao voto antecipado
  • 04/11/2016 11h40
  • Estados Unidos




Leandra Felipe – Correspondente nos Estados Unidos

 Hillary Clinton e Donald Trump disputam o voto antecipado de eleitoresAgência Lusa




Pelo menos 27 milhões de eleitores norte-americanos devem aderir ao voto antecipado para as eleições presidenciais da próxima terça-feira (8). O calendário de votações antecipadas varia de estado para estado, mas foi iniciado na segunda quinzena de outubro e em alguns lugares o processo termina hoje (4).

Os candidatos, o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, ainda tentam motivar eleitores a votarem antecipadamente porque o voto não é obrigatório no país. O comparecimento antecipado representa o engajamento de grupos de eleitores e indica tendências.

A boa notícia para a candidata Hillary Clinton é que este ano, até o momento, foi registrado um maior comparecimento antecipado de eleitores democratas que republicanos em alguns estados, como o Texas e a Flórida. Até agora, os analistas observam uma adesão maior de latinos e de mulheres, o que também favorece a Hillary.

Jovens e negros
Ao mesmo tempo, menos jovens e negros compareceram para votar antecipadamente, o que em 2008 foi um dos fatores importantes na eleição do presidente Barack Obama em seu primeiro mandato.

Nas eleições de 2008 e de 2012, cerca de 30% dos eleitores norte-americanos que compareceram às urnas aderiram ao voto antecipado.

Em 34 estados norte-americanos, o cidadão pode votar antecipadamente sem apresentar uma justificativa para não comparecer no dia 8 de novembro. No restante dos estados, o voto antecipado só é permitido para pessoas que comprovarem impossibilidade de comparecimento na próxima terça-feira.
Edição: Kleber Sampaio

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A ONU e seu exemplo



ONU pode eleger uma mulher como vice-secretária








07/10/2016 16h01 - Nova York
Valeria Robecco – Repórter da Agência Ansa
Uma mulher poderá ser eleita como vice-secretária da Organizações da Nações Unidas (ONU), após a eleição do português António Guterres como próximo secretário-geral. A aprovação deve ser feita na semana que vem pela Assembleia Geral. As informações são da Agência Ansa.

A expectativa de que fosse uma mulher que ocuparia o cargo máximo da diplomacia internacional se perdeu, quando foi divulgada a informação sobre o acordo dos membros do Conselho de Segurança para eleger Guterres.

A decisão pela escolha do ex-primeiro-ministro de Portugal, que também foi líder do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, confirmou que um homem sucederá o sul-coreano Ban Ki-moon, no cargo desde 2007, enquanto uma mulher poderá ocupar o cargo de vice-secretária.

Durante sua campanha, Guterres deu como certa a nomeação de uma mulher, pois em sua opinião é "fundamental a paridade de gênero" nas Nações Unidas.

Ban Ki-moon
Em reunião ontem (6) com o presidente da itália, Sergio Mattarella, Ban Ki-moon elogiou a escolha do português. "Saudações a António Guterres por sua nomeação. Eu o conheço bem e considero uma eleição magnífica", comentou o atual responsável pela entidade.

Já Matarella disse que "a extraordinária experiência internacional em apoio aos mais fracos de Guterres será a maior garantia para a confirmação da herança de Ban Ki-moon".

Guterres, veterano na política e na diplomacia, primeiro-ministro de Portugal entre 1995 e 2002 e líder do Alto Comissariado para Refugiados de 2005 a 2015, assumirá o cargo em primeiro de janeiro de 2017 e seguirá seu mandato até 31 de dezembro de 2021.

"Era o melhor candidato e isso foi considerado de maneira unânime como a coisa mais importante", declarou Vitaly Churkin, embaixador russo e presidente de turno dos 15 representantes do Conselho de Segurança.

Processo transparente
O secretário-geral eleito se definiu como um "honesto mediador, um construtor de pontes e uma pessoa que busca criar as condições para o consenso".

"Para descrever o que sinto com este momento me faltam palavras. Gratidão e humildade", comentou Guterres, de 67 anos, em uma videoconferência em Lisboa.

"Minha gratidão ao Conselho de Segurança, por sua confiança, à Assembleia Geral e aos Estados-membros pelo processo de seleção aberto e transparente", afirmou o político português.

Guterres também se disse "comovido" ao ver unidade no organismo da ONU. "Unidade e consenso são absolutamente indispensáveis para que o Conselho de Segurança enfrente os desafios de nosso tempo, porém se necessita de humildade para reconhecer os desafios atuais e para servir aos povos, sobretudo aos mais vulneráveis, como as vítimas dos conflitos e da pobreza", conclui ele.

Sua experiência o colocou como o favorito desde o primeiro voto preliminar do Conselho de Segurança, porém havio o receio de que Moscou vetasse a indicação. A Rússia pressionava a entidade para eleger um candidato do leste europeu.

Além disso, as tensões entre Estados Unidos e Rússia poderiam causar um processo longo e complexo. Por isso, o resultado, que elegeu Guterres com rapidez e de modo unânime, foi uma surpresa para muitos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Desmonte da Petrobras



Petrobras planeja vender participação na Braskem até 2018
Divulgacao 

 Usina da Braskem: Petrobras quer vender participação na empresa química, mas ainda não tem data para o negócio
Sabrina Valle e Peter Millard, da Bloomberg


A Petrobras planeja vender sua participação na petroquímica Braskem até o fim de 2018 para ajudar a financiar seu plano de negócios e reduzir dívidas, segundo o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro.

A Petrobras incluiu a participação na Braskem em um plano para levantar US$ 19,5 bilhões por meio de desinvestimentos em 2017 e 2018 e está nas fases iniciais do processo de venda, disse Monteiro na sexta-feira.

“Temos intenção de sair do ativo, mas não temos uma data”, disse Monteiro em entrevista em um dos escritórios da empresa, na região central do Rio de Janeiro.

A Petrobras está se retirando de negócios periféricos, como biocombustíveis, petroquímica e fertilizantes, para se concentrar em projetos mais lucrativos de petróleo e gás natural em águas profundas. 

A empresa quer mostrar aos investidores que tem capacidade para cumprir seus objetivos de venda de ativos, após vender quase US$ 10 bilhões em operações dessa natureza desde o início de 2015, disse Monteiro. 

Os comentários dele foram feitos no mesmo dia em que a Petrobras fechou a venda de uma unidade de distribuição de gás (NTS) por US$ 5,2 bilhões, no que foi a maior venda de ativo de sua história.

Em outubro, um grupo de altos executivos da Petrobras, incluindo o presidente Pedro Parente, viajará a cidades dos EUA e da Europa para se reunir com investidores em ações e renda fixa para apresentar o plano de negócios e mostrar o progresso feito pela empresa na otimização de suas operações, disse Monteiro.

A Petrobras é a segunda maior acionista da Braskem, com cerca de 47 por cento das ações com direito a voto e 36 por cento do capital total, segundo o website da empresa petroquímica.