terça-feira, 10 de julho de 2018

Irã e o mundo


Irã quer sacar U$ 350 milhões do banco em cash

Publicado em 10/07/2018 - 12:34

Por Moisés Rabinovici* São Paulo







O governo iraniano quer sacar US$ 350 milhões em dinheiro do Banco Comercial Europeu-Iraniano, agência de Hamburgo, na Alemanha. Tem que ser cash e deve chegar a Teerã por avião, já que o Irã está fora do sistema financeiro global por causa das sanções norte-americanas.

O embaixador dos Estados Unidos na Alemanha,  Richard Grenell, pediu ao governo da chanceler Angel Merkel para bloquear o saque. Para ele e Israel, o dinheiro deverá ser usado para financiar o terror no Oriente Médio. Não é o que dizem os iranianos.  Sob boicote internacional, que se agravará em novembro, quando o petróleo iraniano fará parte das sanções, o Irã precisa estocar dinheiro vivo. O turista iraniano, que não tem cartão de crédito válido na Europa e nos Estados Unidos, só viaja com cash.

O ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, está examinando o pedido de saque. “Se encontrarmos algo suspeito, suspenderemos a transação”, diz sua porta-voz.

Após a conclusão do acordo nuclear com o Irã, o ex-presidente norte-americano Barack Obama enviou US$ 400 milhões por avião a Teerã. O dinheiro foi recolhido nos bancos centrais da Suíça e da Holanda, em euros, dólares e francos suíço, e a carga preciosa, dividida em blocos, ocupou o avião sobre estrados. Agora, o dinheiro será posto em 12 malas, pesando 1.600 quilos, segundo o jornal alemão Bild.

*O jornalista Moisés Rabinovici é comentarista da Rádio Nacional e apresentador do programa Um olhar sobre o Mundo, na TV Brasil.

Edição: Valéria Aguiar


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Sobre a absurda e desumana prisão de LULA


Alexandre de Moraes diz que decide hoje sobre reclamação de Lula

Publicado em 29/06/2018 - 16:51

Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil Brasília





O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que decidirá ainda hoje (29) sobre reclamação de Luiz Inácio Lula da Silva contra decisão do ministro Edson Fachin, que enviou um pedido de liberdade do ex-presidente para ser julgado pelo plenário, e não pela Segunda Turma, como queriam os advogados. Ele foi sorteado nesta sexta-feira como relator. 

A defesa do ex-presidente queria um relator da Segunda Turma, mas o sorteio foi realizado entre todos os ministros do STF, exceto a presidente, ministra Cármen Lúcia, e o próprio Fachin, alvo da reclamação.

Na reclamação, a defesa pede uma liminar (decisão provisória) para que Lula seja solto ao menos até que o mérito do pedido de liberdade seja julgado na Segunda Turma, o que só poderá ocorrer no segundo semestre, pois os ministros do STF entram nesta sexta-feira em férias coletivas até agosto.

Os advogados de Lula argumentam que Fachin agiu de forma “arbitrária”, sem amparo na Constituição ou no regimento interno do STF, ao remeter o caso ao plenário, numa manobra para evitar que o ex-presidente fosse solto pela Segunda Turma.

A próxima sessão da Segunda Turma do STF está marcada para 7 de agosto, e a do plenário, para 8 de agosto, poucos dias antes do prazo final para o registro de candidaturas às eleições deste ano, 15 de agosto.

No pedido de liberdade que a defesa pretende ver julgado na Turma, e não no plenário, os advogados de Lula pedem o chamado efeito suspensivo sobre a execução de pena, para que ele tenha garantido o direito de recorrer em liberdade, às instâncias superiores, contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Além da reclamação e do efeito suspensivo, a defesa apresentou ainda um terceiro pedido de liberdade nesta sexta, na forma de embargos de declaração contra a decisão de abril em que o plenário do STF negou, por 6 votos a 5, um habeas corpus a Lula.  

O ex-presidente está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Lula foi preso após ter sua condenação confirmada pela segunda instância da Justiça Federal, conforme autorizado pelo STF.

Edição: Nádia Franco




segunda-feira, 4 de junho de 2018

Vamos jogar


Governo flexibiliza expediente de servidores durante a Copa do Mundo

Publicado em 04/06/2018 - 18:37

Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil Brasília






O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão publicou portaria no Diário Oficial da União de hoje (4) para regulamentar o funcionamento de órgãos públicos da administração direta (ministérios) e indireta (fundações e autarquias) nos dias de jogos da Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo Fifa 2018. O torneio começa no próximo dia 14 de junho, na Rússia.

A portaria, assinada pelo ministro Esteves Colnago, diz que nos dias em que os jogos do Brasil se realizarem pela manhã, o expediente só terá início a partir das 14h. Já nos dias em que os jogos se realizarem à tarde, o expediente começará de manhã e se encerrará às 13h. Segundo o dispositivo, as horas não trabalhadas deverão ser compensadas até o dia 31 de outubro. Os agentes públicos também deverão observar os turnos de funcionamento dos órgãos e entidades, além da preservação integral do funcionamento de serviços considerados essenciais, determina a portaria.

Calendário

O Brasil estreia na Copa contra a Suíça, no dia 17 de junho, um domingo, às 15h, no horário de Brasília, pelo grupo E da competição. A segunda partida será contra a Costa Rica, no dia 22 de junho, sexta-feira, às 9h. O jogo de encerramento da fase de grupos será no dia 27, quarta-feira, contra a Sérvia, às 15h. Se chegar às semifinais ou à grande final, no dia 15 de julho, o Brasil ainda poderá jogar outras quatro vezes. A definição das datas dos confrontos das fases seguintes dependem da posição do país na fase de grupos.  


Seleção brasileira venceu o amistoso contra a Croácia no último domingo - EFE/EPA/Peter Powell/Direitos Reservados

Saiba mais


Edição: Sabrina Craide




sexta-feira, 25 de maio de 2018

E não garantem nada


Forças Armadas vão garantir abastecimento, diz governo
Publicado em 25/05/2018 - 18:43
Por Da Agência Brasil* Brasília





O governo vai acionar as forças de segurança federais para liberar as estradas e as Forças Armadas serão utilizadas para garantir o abastecimento da população. Para isso, será editada uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), válida até o dia 4 de junho. A notícia foi dada hoje (25), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmman, afirmou ainda que o presidente Michel Temer poderá editar um decreto para permitir a requisição de bens, prevista na Constituição, para que alimentos, combustíveis, medicamentos e insumos cheguem à população, em todo o país. Ele acrescentou que os militares têm o respaldo legal para assumir a direção dos caminhões dos grevistas, se assim necessário. “O artigo 5, inciso 25 da Constituição Federal permite a requisição de bens, caso se faça necessário, em condições de pilotar veículo para que o desabastecimento seja contido e voltemos a ter distribuição regular”.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou que houve redução considerável dos bloqueios de estradas em todo o país. Segundo os números apresentados pelo governo, informados pela PRF, das 938 obstruções e interdições de rodovias, 419 já foram liberadas até este momento. Há ainda 519 pontos de interdições, já parciais, segundo o governo. O ministro admitiu que a liberação ocorre com menos velocidade do que o esperado.

Locaute
O ministro da Segurança disse ainda que a Polícia Federal abriu inquérito e vai ouvir 20 empresários de transportadoras para investigar se fizeram locaute, o que é ilegal e punível com prisão e multa.  "Estamos investigando se grandes empresas, transportadoras, patrões usaram os trabalhadores para ampliarem suas margens de lucro", afirmou Jungmann. "Greve é direito constitucional; locaute é ilegalidade", definiu. "Nós vamos ver quem está tirando proveito das reivindicações de trabalhadores. Se há patrões explorando os trabalhadores e o sofrimento da população", completou. O ministro disse que se o locaute for comprovado, os infratores serão enquadrados em sete tipos de crimes.

 O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sérgio Etchegoyen, disse que as forças federais já estão atuando para normalizar a distribuição de produtos no país. Segundo ele, uma das refinarias da Petrobras no Rio de Janeiro, já reiniciou a distribuição de combustível no estado. “A refinaria Duque de Caxias já normalizou quase na integralidade, o que vai limpando o horizonte para nós. Haverá o tempo necessário para reposição de estoques, mas reinicia o abastecimento”, disse. O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que muitos caminhoneiros estão respeitando o acordo firmado ontem com o governo federal.

De acordo com o ministro Padilha, informações da Polícia Rodoviária Federal e do GSI mantém a cúpula do governo informada. “O acordo está sendo observado por muitos. Temos monitoramento minuto a minuto. Postos da Polícia Rodoviária Federal municiam com informações e o Gabinete de Segurança Institucional vai acompanhando minuto a minuto o que vai acontecendo”. Segundo ele, uma “minoria barulhenta” tem atrapalhado o processo de volta à normalidade nas estradas.
 *Colaborou Marcelo Brandão

sábado, 5 de maio de 2018

Rússia buscando caminhos



Centenas são presos na Rússia em atos anti-Putin
Entre os detidos está Alexei Navalny, principal líder da oposição. Manifestações em diversas cidades do país foram convocadas às vésperas de presidente russo assumir seu quarto mandato.






 Alexei Navalny é carregado por policiais durante protesto em Moscou

Mais de mil pessoas foram detidas neste sábado (05/05) em protestos contra o presidente Vladimir Putin, realizados em diversas cidades da Rússia, segundo números de um grupo independente de monitoramento. Entre os detidos está o principal líder da oposição, Alexei Navalny.

O protesto nacional, organizado sob o lema "Ele não é o nosso czar", foi convocado por Navalny, que foi impedido de se candidatar na eleição presidencial de março devido a uma condenação judicial. As manifestações acontecem a dois dias da data em que Putin toma posse para um quarto mandato presidencial de seis anos, nesta segunda-feira.

Navalny foi preso em Moscou, juntamente com seu aliado Nikolai Lyaskin e vários de seus simpatizantes. Imagens da detenção, divulgadas na internet, mostram cinco policiais levando o oposicionista para uma van, o carregando pelos braços e pernas.

Antes de ser detido, o líder oposicionista – já preso anteriormente por organizar protestos semelhantes – conseguiu falar brevemente a milhares de manifestantes, reunidos na praça Pushkin, no centro de Moscou.

Repórteres da agência de notícias Reuters viram tropas de choque deter sistematicamente vários manifestantes em Moscou, alguns deles de forma ríspida, antes de colocá-los em ônibus. Em São Petersburgo, centenas de manifestantes foram impedidos de chegar à praça central da cidade.

Segundo a oposição russa e observadores independentes, dezenas de manifestantes foram detidos em concentrações anti-Putin registradas em outras zonas da Rússia. O OVD-Info, grupo independente de monitoramento à repressão política na Rússia, afirmou que foram mais de mil detenções. Outras fontes, ligadas a grupos de direitos humanos, falaram em quase 600 detidos.

As agências internacionais também relataram ter ocorrido confrontos em Moscou entre simpatizantes de Navalny e ativistas pró-Kremlin.

Nas eleições presidenciais russas, realizadas em 18 de março, Putin foi reeleito com 76,67% dos votos.
MD/lusa/afp/rtr
___________
A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos