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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Acidente de Voo


Relatório isenta pilotos de culpa na queda do boeing da Ethiopian
Publicado em 04/04/2019 - 10:32
Por Agência Brasil*  Brasília

Caixões com um incenso durante a cerimônia de sepultamento das vítimas do desastre Ethiopian Airlines ET 302 na Igreja Ortodoxa da Santíssima Trindade, em Addis Abeba
Um relatório preliminar do governo da Etiópia, divulgado nessa quinta-feira (4) afirma que os pilotos do voo da Ethiopian Airlines que caiu após a decolagem, no mês passado, matando todas as 157 pessoas a bordo, seguiram os procedimentos recomendados pela fabricante da aeronave, mas mesmo assim não conseguiram evitar a queda."A tripulação realizou repetidas vezes todos os procedimentos fornecidos pelo fabricante, mas não conseguiu controlar a aeronave", afirmou a ministra dos Transportes da Etiópia, Dagmawit Moges, em Adis Abeba. O relatório foi elaborado com base nos registros do Boeing 737 MAX 8, acidentado no dia 10 de março.
"Uma falha seguida no software de controle automático de voo da aeronave fez com que o procedimento de parada fosse ativado, o que causou a queda da aeronave", afirmou Moges, atribuindo o acidente a uma falha técnica. Os investigadores avaliam o papel do controle de sistema de voo, conhecido como MCAS, que, em determinadas circunstâncias, podem fazer com que a frente, ou o "nariz" do avião, seja direcionada para baixo, a fim de evitar uma perda de sustentação aerodinâmica (estol).

Os investigadores etíopes não mencionaram diretamente o MCAS no relatório, mas recomendaram à Boeing que reavalie "o sistema de controle de voo relacionado à controlabilidade" da aeronave 737 MAX 8. A empresa americana fez correções no software, que ainda necessitam de aprovação das agências reguladoras nos Estados Unidos. Essas são as primeiras conclusões divulgadas após a investigação das caixas-pretas do avião, que está sendo feita na França.

Mais de 50 países interditaram seus espaços aéreos para aeronaves desse modelo ou viram suas companhias nacionais suspenderem o uso dos aviões. Essas decisões foram tomadas em razão das preocupações com essas aeronaves, após a queda do voo da Ethiopian Airlines e de outro acidente semelhante ocorrido menos de seis meses antes, com um voo da companhia indonésia Lion Air, que deixou 189 mortos. Os dois aviões caíram minutos depois de decolar.
A Boeing está sendo investigada pelos departamentos de Justiça e de Transportes dos Estados Unidos, além de comitês do Congresso americano. As investigações também avaliam o papel da Administração Federal de Aviação dos EUA, que aprovou o 737 MAX em 2017 e se recusou a proibir sua utilização após o primeiro acidente com o avião em outubro.
O 737 é o avião de passageiros moderno mais vendido no mundo e é considerado um dos mais confiáveis. A série MAX, lançada em 2017, é a versão mais recente do bimotor de corredor único da Boeing e já recebeu mais de 5 mil pedidos de cerca de 100 clientes. A série é mais eficiente em termos de combustível, em comparação com seus antecessores, e há quatro variantes: MAX 7, MAX 8, MAX 9 e MAX 10, que podem transportar entre 138 e 204 passageiros e foram projetadas para voos de curta e média distância.
*Da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

 Edição: Graça Adjuto

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Estados Unidos regredindo



Consulado de Cuba em Washington fica com apenas um funcionário após expulsões

  • 03/10/2017 20h02
  • Havana
Da Agência EFE

 Chanceler cubano, Bruno RodríguezAlejandro Ernesto/EFE


O consulado de Cuba em Washington, Estados Unidos, ficará com apenas um funcionário para atender à grande comunidade local, adiantou nesta terça-feira (3) o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, que denunciou a "situação de extraordinária precariedade" da sede diplomática do país após a expulsão da maioria dos trabalhadores pelo governo americano. A informação é da EFE.

Rodríguez criticou também a decisão do Departamento de Estado dos EUA de reduzir drasticamente o número de seus diplomatas na Embaixada americana em Havana após supostos "ataques acústicos" e apontou os efeitos negativos da medida sobre as relações entre os dois países, restabelecidas em julho de 2015 após mais de meio século de rompimento.

"Como poderá ser avaliado o impacto disso nos temas de reunificação familiar e concessão de vistos ao serem cortados bruscamente e de maneira quase total os serviços consulares em Havana e Washington?", questionou à imprensa o chefe da diplomacia cubana.

Saiba Mais
Fontes da chancelaria da ilha confirmaram à Agência EFE que, após o iminente retorno dos diplomatas cubanos, em um prazo de 15 dias, continuarão em Washington apenas oito dos 23 funcionários que trabalhavam originalmente na representação de Cuba nos EUA.

"A situação do consulado de Cuba em Washington é de extraordinária precariedade. A partir da decisão de retornar o pessoal, ficou um só funcionário consular", comentou Rodríguez. Segundo ele, isso "lamentavelmente" se repetirá em Havana, onde a Embaixada americana suspendeu indefinidamente os trâmites de solicitação de vistos e manterá apenas os serviços para casos de emergência.

"Ataques acústicos"
O chanceler negou categoricamente a participação de Cuba nos supostos "ataques acústicos" contra diplomatas americanos e suas famílias em seu território, o que os EUA usaram como pretexto para retirar dois terços dos diplomatas da ilha sem "provas conclusivas".

"A prioridade está na segurança, no conforto do pessoal americano no exterior. Se o governo dos Estados Unidos aplicasse estes padrões para o serviço exterior, teria de estar fechando dezenas de embaixadas no mundo todo agora", criticou.

Rodríguez afirmou "categoricamente" que "desde a criação do Escritório de Interesses de Cuba em Washington (1977) até este minuto os funcionários diplomatas cubanos jamais realizaram nem realizam atividades de inteligência".