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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Sobre a absurda e desumana prisão de LULA


Alexandre de Moraes diz que decide hoje sobre reclamação de Lula

Publicado em 29/06/2018 - 16:51

Por Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil Brasília





O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que decidirá ainda hoje (29) sobre reclamação de Luiz Inácio Lula da Silva contra decisão do ministro Edson Fachin, que enviou um pedido de liberdade do ex-presidente para ser julgado pelo plenário, e não pela Segunda Turma, como queriam os advogados. Ele foi sorteado nesta sexta-feira como relator. 

A defesa do ex-presidente queria um relator da Segunda Turma, mas o sorteio foi realizado entre todos os ministros do STF, exceto a presidente, ministra Cármen Lúcia, e o próprio Fachin, alvo da reclamação.

Na reclamação, a defesa pede uma liminar (decisão provisória) para que Lula seja solto ao menos até que o mérito do pedido de liberdade seja julgado na Segunda Turma, o que só poderá ocorrer no segundo semestre, pois os ministros do STF entram nesta sexta-feira em férias coletivas até agosto.

Os advogados de Lula argumentam que Fachin agiu de forma “arbitrária”, sem amparo na Constituição ou no regimento interno do STF, ao remeter o caso ao plenário, numa manobra para evitar que o ex-presidente fosse solto pela Segunda Turma.

A próxima sessão da Segunda Turma do STF está marcada para 7 de agosto, e a do plenário, para 8 de agosto, poucos dias antes do prazo final para o registro de candidaturas às eleições deste ano, 15 de agosto.

No pedido de liberdade que a defesa pretende ver julgado na Turma, e não no plenário, os advogados de Lula pedem o chamado efeito suspensivo sobre a execução de pena, para que ele tenha garantido o direito de recorrer em liberdade, às instâncias superiores, contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Além da reclamação e do efeito suspensivo, a defesa apresentou ainda um terceiro pedido de liberdade nesta sexta, na forma de embargos de declaração contra a decisão de abril em que o plenário do STF negou, por 6 votos a 5, um habeas corpus a Lula.  

O ex-presidente está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Lula foi preso após ter sua condenação confirmada pela segunda instância da Justiça Federal, conforme autorizado pelo STF.

Edição: Nádia Franco




terça-feira, 2 de maio de 2017

Jovens reagindo



Dois jovens são detidos por suspeita de serem black blocs na capital paulista

  • 02/05/2017 11h20
  • São Paulo







Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
Um manifestante foi preso e uma jovem foi apreendida no início da noite de ontem (1º) na Rua da Consolação. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo, um rapaz de 28 anos e uma adolescente, de 17 anos, foram detidos por portarem um pedaço de madeira, uma tesoura e um canivete. Ambos foram encaminhados ao 78º Distrito Policial, no Jardim América, zona oeste paulistana.

Os dois foram acusados de desobediência. De acordo com a secretaria, eles estavam em um grupo que foi abordado sob a suspeita de serem adeptos da tática black bloc. O rapaz foi liberado na noite de ontem e a adolescente deve ser ouvida em audiência ainda hoje (2). Eles faziam parte de um grupo de cerca de 20 pessoas que deixava as manifestações do dia 1º de Maio, no centro da cidade.

Greve geral
Na manhã de hoje (2), os três militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) que permaneciam presos depois da greve geral de sexta-feira (28) foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória de Vila Independência, na zona leste da capital paulista. Eles estavam na carceragem do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, e tiveram a prisão preventiva decretada no sábado (29).

Antes da transferência, um grupo de militantes protestou em frente à delegacia contra as prisões, consideradas arbitrárias pelo movimento. Em nota, o MTST afirma que não existem provas contra os ativistas presos além do relato dos policiais militares que fizeram as detenções.

Luciano Antônio Firmino, de 41 anos, Juraci Alves dos Santos, de 57 anos, e Ricardo Rodrigues dos Santos, de 35 anos, são acusados de tentativa de incêndio, explosão e incitação ao crime. Eles participavam de uma manifestação na Avenida José Pinheiro Borges, em Itaquera, na Zona Leste. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ao todo, 39 pessoas foram detidas em todo o estado durante os protestos de sexta-feira.
Edição: Lílian Beraldo